
Quando falamos de inteligência artificial no mercado corporativo, muita gente ainda enxerga a tecnologia apenas como ferramenta. Mas a verdade é que estamos vivendo algo maior: a fusão entre o mercado de software e o mercado de trabalho. Empresas já não contratam apenas sistemas — contratam forças de trabalho digitais.
E aqui surge a pergunta que está tirando o sono de fundadores, executivos e investidores: quanto vale esse trabalho?
O jogo mudou
Durante anos, a lógica do software era clara: cobrar por licença, por assento ou por assinatura mensal. O custo marginal de cada novo usuário era quase zero. Agora, com a IA, a história é outra.
O preço não está mais no clique do botão. O preço está no resultado entregue: redução de custos, aumento de receita, ganho de tempo.
É a primeira vez na história do software que a cobrança se aproxima da lógica de “pagar pelo trabalho” e não apenas “pelo acesso”. Isso exige das empresas uma mudança radical de mentalidade.
Como costumo dizer: “Se você ainda está precificando sua IA como se fosse um SaaS qualquer, você está vendendo futuro com tabela do passado.”
Alta autonomia + alta atribuição: o santo graal
Toda discussão séria sobre IA passa por dois eixos:
- Autonomia: quanto a IA precisa de humanos na operação.
- Atribuição: o quanto conseguimos medir e comprovar o valor entregue.
O futuro está no quadrante mais desafiador: Alta Autonomia + Alta Atribuição.
- Alta Autonomia: agentes que operam sozinhos, sem copiloto humano.
- Alta Atribuição: valor claro, mensurável e conectado ao impacto real.
Poucas empresas hoje estão nesse ponto. Mas é para lá que o mercado vai. E é aqui que entra o conceito que mais vai mexer no bolso das organizações: o custo de oportunidade.
Se sua empresa ainda depende de dezenas de analistas para processar dados, mas poderia ter um agente autônomo entregando esse resultado em minutos, o problema não está no investimento em IA. O problema está no tempo perdido e no dinheiro deixado na mesa.
O custo de oportunidade como métrica central
Peter Drucker já dizia: “Não há nada tão inútil quanto fazer com grande eficiência algo que não deveria ser feito.”
No contexto da IA, eu adapto: “Não há nada tão caro quanto deixar de automatizar algo que deveria ser feito por inteligência artificial.”
Esse é o custo invisível que corrói operações todos os dias:
- O projeto que demora meses em vez de dias.
- O lead que esfria porque não recebeu resposta no WhatsApp.
- O analista que gasta horas consolidando dados que um agente poderia entregar em segundos, com diagnóstico.
O ponto é simples: o preço da IA não deve ser visto como custo, mas como oportunidade de multiplicação.

MOLTI: a plataforma da próxima onda
Essa visão inspirou a criação da MOLTI, nossa plataforma corporativa de IA. Um ambiente controlado, seguro e escalável, onde empresas criam assistentes autônomos e agentes especialistas conectados a ERP, CRM, WhatsApp e outros sistemas críticos.
A MOLTI nasce preparada para essa nova fase:
- Não vendemos software. Vendemos capacidade de trabalho digital.
- Não cobramos pelo botão. Cobramos pela entrega de valor real.
- Não pensamos em custo de licença. Pensamos em oportunidade de operação.
O recado é direto
- O mercado vai migrar para modelos baseados em resultado.
- Quem continuar vendendo software como SaaS tradicional vai perder relevância.
- Empresas que entenderem o custo de oportunidade vão investir primeiro, colher primeiro e liderar.
No fim, preço é só a ponta do iceberg. O verdadeiro valor da IA está em transformar operações, acelerar vendas e liberar pessoas para o que realmente importa.
E se existe um playbook para essa nova era, ele está sendo escrito agora. Talvez por você, talvez pelo seu concorrente.





