

Gestão, CX e Inteligência Artificial no mesmo prato
Antes de tudo, um aviso importante:
este texto não é oficial e não representa a visão da TOTVS ou da RD Station. É uma leitura minha, construída em cima do que vejo diariamente nas empresas brasileiras que atendo, nas operações reais que acompanho e nas dores que gestores enfrentam.
E já vou direto ao ponto.
O Brasil virou o país da imersão de fim de semana.
Você entra na sala na sexta, sai no domingo energizado.
O CEO volta com 30 ideias na cabeça.
Mas na segunda-feira, a empresa continua a mesma.
E não é culpa dos professores. A maioria é competente, já construiu empresa, já foi testada no mercado. O problema é outro: eles não operam a sua empresa.
Eles não vivem suas limitações de tecnologia, de orçamento, de cultura, de gente qualificada.
Ideia sem estrutura vira frustração.
Transformação precisa de sistema.
A TOTVS é hoje a maior empresa de tecnologia da América Latina. Atende aproximadamente um terço das empresas brasileiras, é capital aberto e construiu autoridade falando com quem decide.
Quem procura a TOTVS normalmente já tem empresa funcionando.
Mas precisa:
Esse é o olhar do dono olhando para dentro da empresa.
Empresas que já vão bem e querem voar mais alto.
Ou que precisam parar de crescer desorganizadas.
Ir para a TOTVS é ganhar propulsores de gestão.
Mas aí vem a pergunta estratégica:
se você já domina a gestão interna, o que falta para continuar crescendo?
Aqui entra o ponto que muita gente simplifica errado.
A RD Station não nasce olhando planilha.
Ela não nasce olhando organograma.
Ela não nasce olhando produção.
Ela nasce olhando o cliente.
E aqui não estou falando de “marketing bonito”.
Estou falando de Customer Experience.
CX é o cliente olhando para a sua empresa e decidindo, todos os dias, se fica ou se vai.
A RD nasce com essa lente:
Mas isso não é sobre “fazer post” ou “disparar e-mail”.
É entender:
CX é a empresa vista de fora para dentro.
E aqui está o ponto que poucos gestores encaram de frente: muitas empresas são excelentes por dentro e completamente indiferentes por fora.
E no mercado atual, experiência ganha jogo.
A TOTVS comprou a RD Station por bilhões de reais.
Isso não foi apenas “mais um SaaS no portfólio”.
Foi um movimento estratégico claro.
Porque não adianta ter a melhor operação do mundo se o cliente vai embora.
Não basta eficiência interna se você não gera demanda de forma estruturada.
Aqui o círculo começa a se fechar.
De um lado:
Do outro:
Gestão sem cliente não sustenta crescimento.
Cliente sem gestão não sustenta escala.
É por isso que eu prefiro tirar o “ING” do marketing.
Não é sobre a atividade.
É sobre mercado.
Grandes empresas treinam dois olhares ao mesmo tempo:
Quando esses dois olhares se encontram, a empresa amadurece.
Agora vem o plot twist.
Você deve ter percebido que eu coloquei “Inteligência Artificial” no título.
Vou ser sincero: eu coloquei porque está na moda.
IA atrai gestor que quer mudar a operação sem mexer em nada.
Mas sim, as duas empresas estão investindo milhões em agentes de IA, soluções inteligentes para gestão, CS, automação e análise de dados.
A própria TOTVS já anunciou investimentos robustos em IA nos próximos anos, e a RD vem incorporando inteligência artificial de forma progressiva em suas plataformas.
Só que esse não era o ponto principal do texto.
O meu ponto é outro.
Antes de falar em IA, você precisa responder:
IA potencializa estrutura.
Ela não substitui estratégia.
Grandes empresas sabem o momento certo de investir.
A verdadeira metamorfose não começa com inteligência artificial.
Começa com clareza sobre:
Quando essas respostas ficam claras, a tecnologia vira multiplicador.
Sem isso, vira só mais um slide bonito.
O recado é simples:
É sobre empresas que entendem que crescer exige disciplina de gestão e intencionalidade de experiência.
Quando o olhar do dono e o olhar do cliente sentam à mesma mesa, a transformação deixa de ser palestra e vira sistema.
